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Capa do Livro

HISTÓRIA DESENVOLTA DO SURREALISMO
Jules-François Dupuis (pseudónimo de Raoul Vaneigem)

Tradução: Torcato Sepúlveda
160 páginas - € 5
Ano da Edição: 1979

Esta História Desenvolta do Surrealismo (2ª edição), escrita por Raoul Vaneigem em 1977, continua a surpreender pela lúcida e rigorosa análise do movimento surrealista. Concretizando a forma mais acabada e última dos símbolos do poder, a arte, o surrealismo pertence a uma das fases terminais da crise da cultura.
Vaneigem denuncia neste texto a mediocridade dum movimento que se empenhou em recuperar a subversão dadaísta e conclui que «o surrealismo teve a lucidez das suas paixões mas nunca até à paixão da lucidez.»


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OS TOMATES ENLATADOS
Benjamin Péret

Tradução: Silva de Viseu
83 páginas - € 0
Ano da Edição: 1981


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O BANQUEIRO ANARQUISTA
Fernando Pessoa

Tradução: (não aplicável)
66 páginas - € 5
Ano da Edição: 1981


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CRIMES EXEMPLARES
Max Aub

Tradução: Jorge Lima Alves
98 páginas - € 9,50
Ano da Edição: 1982

Max Aub, ainda desconhecido em Portugal, trazêmo-lo ao conhecimento dos leitores com uma recolha de confissões criminosas, onde o imponderável humano desabrocha em toda a sua grandeza maléfica.
Max Aub nasceu em Paris, em 1903, filho de pai alemão e mãe francesa. Viveu em Espanha e depois no México, onde morreu em 1972. É autor de mais de 40 títulos.


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O PAPALAGUI (Ed. Ilustrada)
Tuiavii de Tiávea

Tradução: Luiza Neto Jorge
80 páginas - € 13
Ano da Edição: 1982

Este livro não pode ser visto isoladamente. Insere-se numa tradição literária secular e numa mitologia de vigor excepcional: o sonho do paraíso terrestre. Este sonho fixa-se no séc. XVII nos mares do Sul que começam então a ser explorados sistematicamente. Tudo ali se procura, naquelas regiões longínquas do Pacífico: um clima feliz, uma natureza generosa onde sobrevive o «bom selvagem» de Rousseau, inocente e nu, libertado das pressões do dia-a-dia e sem necessidade de trabalhar.
O Papalagui é sem dúvida o maior êxito de vendas na Antígona, tendo já ultrapassado 100 000 exemplares. De leitura obrigatória nas escolas secundárias, supera todavia a recomendação oficial que do livro foi feita, podendo considerar-se um texto a seguir no séc. XXI. A sua mensagem coloca o ser humano perante um indisfarçável desejo de viver.


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A INVENÇÃO DE MOREL
Adolfo Bioy Casares

Tradução: Miguel Serras Pereira/MªTeresa Sá
123 páginas - € 11,50
Ano da Edição: 2003

«Discuti com o seu autor os pormenores do enredo, reli-o; não me parece uma imprecisão ou uma hipérbole classificá-lo como perfeito.»
Jorge Luis Borges

Publicado em 1940, A Invenção de Morel marca o verdadeiro início da carreira literária de Adolfo Bioy Casares. Romance fantástico e romance de aventuras, mas também uma reflexão em torno das fronteiras da realidade, em torno do amor e da imortalidade ─ com diversas adaptações ao cinema e ao teatro ─, é hoje dos livros mais conhecidos do autor, tendo-se convertido num clássico da literatura contemporânea.
Considerado por Jorge Luis Borges um dos maiores escritores argentinos de ficção, Adolfo Bioy Casares recebeu em 1990 o Prémio Cervantes e o prémio Alfonso Reys pela qualidade e importância da sua obra, traduzida em várias línguas.


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MICHAEL KOOLHAAS, O REBELDE
Heinrich von Kleist

Tradução: Egipto Gonçalves
153 páginas - € 13,00
Ano da Edição: 2004

Kleist começou a escrever Michael Kohlhaas por volta de 1805, com 29 anos de idade, texto que só terá terminado em 1810, sendo considerado o melhor da grande literatura alemã do séc. XIX.
O romantismo apaixonado e suicidário de Kleist acaba por se reflectir no destino de Michael Kohlhaas, na solidão sublime do seu heroísmo desesperado. Talvez Kleist nunca tenha atingido, nos vários momentos da sua escrita, a magnificência destas páginas, onde descreve de forma singular a revolta histórica, a acção violenta como força de lei, o crime e as mútliplas oscilações do Direito.


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RECORDANDO A GUERRA ESPANHOLA
George Orwell

Tradução: Júlio Henriques
115 páginas - € 10,00
Ano da Edição: 2003

A Revolução Espanhola ocupa um lugar-charneira na obra de George Orwell. A génese dos seus livro mais celebrados, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro e O Triunfo dos Porcos, remonta à Catalunha, onde o escritor pela primeira vez apreendeu em profundidade, no decurso da contra-revolução, a prática sinistra da falsificação histórica cientemente organizada.


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NA PENÚRIA EM PARIS E EM LONDRES
George Orwell

Tradução: Miguel Serras Pereira
270 páginas - € 15,00
Ano da Edição: 2003

George Orwell [Eric Arthur Blair] regressou a Inglaterra vindo de Paris no Natal de 1929. Os três anos seguintes, passou-os a vagabundear, experimentando altos e baixos: redigiu recensões, artigos importantes, foi professor, e escreveu e reescreveu Na penúria em Paris e em Londres, que seria rejeitado sucessivamente até chegar às mãos do editor Victor Gollancz. O livro acabou por cativar a crítica, apesar da relutância dos livreiros e do receio de Orwell.
Através da personagem Bozo, é Orwell que discorre acerca da pobreza e investe sobre a dignidade de todos os seres humanos, mesmo os pedintes sem eira nem beira: «É curioso verificar como certas pessoas pensam que têm todo o direito de nos dirigir sermões e de nos fazer ouvir as suas rezas mal os nossos rendimentos descem abaixo de certo nível.» A descrição de Orwell é brutal, desalentadora, injectando sofrimento e aviltação na essência de cada um de nós, mas é perpassada por momentos divertidos e comoventes. Orwell tenta, deste modo, contar a história dos homens com quem se vai cruzando, vidas perdidas que apenas o encontro resgata.
Desde a primeira edição (1933), prevalece a questão de como destrinçar a realidade da ficção. Como na maior parte da sua obra, de facto, Orwell trabalha com mestria e de forma importante e valiosa na fronteira entre o documentário e a ficção, mas a sua escrita está indubitavelmente fundada e enraizada no mundo que descreve. E talvez seja esse o maior «ensinamento» de Orwell: revelar-nos que o quotidiano daqueles que vivem na mais absoluta penúria se resume quase exclusivamente à eterna luta por encontrar comida e um sítio para dormir.


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DISCURSO SOBRE A SERVIDÃO VOLUNTÁRIA
Etienne de la Boétie

Tradução: Manuel João Gomes
94 páginas - € 9,50
Ano da Edição: 1985

Quem era La Boétie e que pretendia ele?
O que constitui a «eternidade» deste Discurso, a sua intensidade de cometa cruzando os séculos, é o facto de esta análise não ser «de tempo nenhum», sendo como é «de todos os tempos» — desde que existe o poder do Estado. Como Maquiavel, a quem se opõe menos do que parece, La Boétie atinge os segredos políticos dos séculos vindouros (Spinoza, Locke, Rousseau), fazendo-o porém com uma maior lucidez, que o leva a recusar qualquer visão ideal das relações entre o Estado e o cidadão.
Além disso, o Discurso extravasa dos moldes duma leitura política tradicional. O repetido fascínio que exerce provém de igualmente lançar os fundamentos dum estudo das relações entre o domínio e a servidão nas relações íntimas, interpessoais. O tirano não se reduz a uma categoria política, é também uma categoria mental, ou até «metafísica». Esta relação entre domínio e servidão não se trava somente na sociedade constituída, trava-se também no âmago da consciência. Deste Discurso não extraímos uma simples lição política, extraímos igualmente uma lição ética, moral, como um apelo a rejeitar das nossas próprias entranhas a figura ameaçadora, e cruel, e adorada, do tirano.

Séverine Auffret


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